terça-feira, janeiro 17, 2012

"We never noticed the beauty because we were too busy trying to create it."





"Como se morre de velhice 

ou de acidente ou de doença, 

morro, Senhor, de indiferença. 

Da indiferença deste mundo 

onde o que se sente e se pensa 

não tem eco, na ausência imensa


Na ausência, areia movediça 

onde se escreve igual sentença 

para o que é vencido e o que vença. 

Salva-me, Senhor, do horizonte 
sem estímulo ou recompensa 
onde o amor equivale à ofensa. 

De boca amarga e de alma triste 
sinto a minha própria presença 
num céu de loucura suspensa

(Já não se morre de velhice 
nem de acidente nem de doença, 
mas, Senhor, só de indiferença.)"

Como se morre de Velhice, por Cecília Meireles.




"Hate today, no love for tomorrow, 
we're all stars now in the dope show"