sábado, outubro 29, 2011

I loved you until I stopped.

Em três palavras, posso resumir o que aprendi 
sobre o amor: o amor nunca dura.
 sobre as pessoas: elas mudam, e depressa.


"Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou ...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.

E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
o que de bom me deu nosso Senhor!

Sinto os passos da Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é j+a vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!"

"Sem Remédio", Florbela Espanca



"Enquanto todo o mundo espera a cura do mal
E a loucura finje que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós"

2 comentários:

Ana Gonçalves disse...

desculpa discordar, mas em relação ao que aprendestes sobre o amor, eu acredito que quando um amor é verdadeiro dura uma vida inteira. Mas claro que não é fácil encontrar um amor verdadeiro, é certo que existem :)

Litopedian disse...

Acredito que essa fé, essa crença no amor, vêm do nosso filtro e experiências de vida. Eu já amei, sei como é, e sei que acaba, pois o meu acabou. Mas não quero com isto dizer que todos os amores acabem - espero bem que não!

Se acredito num amor eterno? Não sei. Não sei se as pessoas actualmente têm essa capacidade de amar perpetuamente. Mas atenção, quando falo de amar, é amar a sério, não me refiro a amores juvenis. Esses são dos mais rápidos a acabar mas são esses os amores que nos marcam mais, para o resto da vida. Não há nada mesmo como o primeiro amor, já escreveu Miguel Esteves Cardoso.

Se o amor que senti era verdadeiro? Era. Se ainda o amo? Não sei. Se calhar, um pouco. Se vai durar para sempre? Só se eu o permitir.
Nós sentimos o que respiramos, o que deixamos entrar para o nosso sistema. É tudo uma questão de aceitar, e deixar entrar (ou não).